PSDB prega ‘choque de capitalismo’ com ‘estado musculoso’ em 2018

Conjunto de propostas tenta unir ideias liberais, como privatizações, com acenos à esquerda, com tributação maior de ricos e ampliação do Bolsa Família

PSDB divulgou na tarde desta terça-feira, em Brasília, a atualização do seu programa partidário para 2018 buscando combinar uma doutrina liberal na economia com políticas sociais à esquerda, O documento batizado de “Gente em primeiro lugar: o Brasil que queremos”, formulado pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), dá os primeiros contornos da agenda de país que os tucanos devem levar às urnas nas eleições de 2018, provavelmente representados na campanha pelo atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

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A legenda cita o ex-governador paulista Mário Covas, o primeiro candidato presidencial do partido, em 1989, para defender um “choque de capitalismo” no Brasil, mas com um estado que não possa ser considerado “nem máximo, nem mínimo”, porque esse é “um falso dilema”. Para promover o choque, o partido defende “mais mercado”, corte de gastos públicos, cargos e ministérios, reforma da Previdência, ampliação das concessões e privatizações e acordos comerciais mais lucrativos e menos políticos. Na agenda, também estão a cobrança de serviços públicos dos mais ricos e o fim da garantia de estabilidade de servidores.

Combinado com essa proposta liberal e se aproximando do centro, o PSDB espera um estado “musculoso”, que seja capaz de induzir o crescimento e corrigir as falhas do livre-mercado, que “por si só, não é capaz de assegurar distribuição mais equânime das riquezas produzidas e, assim, superar as desigualdades e a pobreza”. Também está na mira agências e serviços reguladores de mercado fortes e o financiamento através de impostos progressivos, que cobrem mais dos mais ricos, e o fortalecimento de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

Com a divulgação do texto, a legenda afasta a retórica de autocrítica apresentada no mais recente programa partidário e reivindica para si e para o legado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) os avanços sociais e econômicos das últimas décadas: “A oportunidade é própria também para reconhecer dificuldades, contratempos e insucessos. Mas não nos impede de registrar e comemorar a marcante e decisiva contribuição tucana ao país nestes últimos 30 anos. Se existiram erros, houve muito mais acertos”. (Fonte Veja)

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