PMDB e PTB vão obrigar deputados a votarem a favor da Previdência

Governo ainda não tem apoio para aprovar reforma. Tem cerca de 270 votos, segundo vice-líder do governo, mas são necessários 308.

O PMDB e o PTB decidiram obrigar seus deputados a votar a favor da reforma da Previdência, mas nem todos os partidos aliados devem seguir o mesmo caminho.

Os aliados começaram o dia contando votos no Palácio da Alvorada. O governo ainda não tem apoio suficiente para aprovar a reforma da Previdência. Tem cerca de 260 votos, segundo o vice-líder do governo Beto Mansur, do PRB. São necessários 308.  Deputados governistas acham que dá para votar na semana que vem. Dizem que até o fim da noite desta quarta-feira (6) esse número vai aumentar.

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“Se você tiver hoje em torno de 290 votos, a gente vai ter condições sim de na terça-feira colocar para votar, porque esses 290, logicamente, ficam faltando aí em torno de 25 votos, que não é uma coisa difícil de você conseguir”, declarou o deputado líder do governo.

O PTB foi o primeiro partido aliado a fechar questão. Anunciou a decisão em uma nota. Diz que todos os 16 deputados do partido vão votar a favor da proposta.

O PMDB também promete todos os 60 votos da bancada a favor da reforma. O ministro Eliseu Padilha anunciou a decisão do partido.

Padilha espera agora um efeito cascata, que outros partidos aliados também tornem obrigatório o voto pela reforma, mas ainda tem muito aliado indeciso. O ministro Gilberto Kassab, presidente licenciado do PSD, disse que não sabe se o partido vai ou não fechar questão.

“O que existe é convencimento. Os deputados estão se convencendo da importância da aprovação desse projeto”, afirmou Kassab.

O PR e o DEM apoiam a reforma, mas não vão fechar questão. Alguns deputados do PSDB se reuniram na manhã desta quarta com o relator e com o secretário da Previdência, Marcelo Caetano. Uma reunião vazia, poucos deputados apareceram. O PSDB, partido que historicamente sempre defendeu a reforma, deve liberar os deputados a votar como quiserem.

“Tem pessoas que já têm posição absolutamente firmada contra, outros absolutamente firmada a favor e outros têm, um grande número, talvez até a maioria, ainda vacilando, não tendo certeza, não tendo convicção total ainda da necessidade das mudanças”, disse o presidente em exercício do PSDB, Alberto Goldman.

O relator passou o dia em reuniões e admitiu que ainda pode ter mudança no texto, no plenário. “A essa altura, a minha condição, por exemplo, de relator, ela é muito limitada no sentido de poder fazer concessões. A palavra soberana será do plenário”, explicou o deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator da proposta.

O dia que começou com contagem de votos, vai terminar do mesmo jeito no Palácio da Alvorada. O presidente Temer se reúne com líderes para tentar fechar um número. Eles dizem que os a favor estão aparecendo, mas só depois dessa contagem noturna é que o presidente Temer poderá bater o martelo e pedir a votação para a semana que vem.

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