Papa: Mianmar tem de superar o ódio

O pontífice recomendou “o perdão” aos cerca de 150 mil fiéis católicos que compareceram para ouvi-lo

Naypyidaw. Recebido na tarde de ontem pela máxima instituição budista de Mianmar, o papa Francisco considerou “necessário superar todas as formas de incompreensão, de intolerância, de preconceito e de ódio”.

Vídeo: líder católico em país budista

O momento é especialmente delicado, em meio às críticas da comunidade internacional ao país por causa da crise dos rohingyas. Convidado a discursar no comitê do Sangha Maha Nayaka (instituição nomeada pelo governo que regula o clero budista), o Papa evitou falar especificamente sobre a minoria muçulmana, a qual estaria sendo vítima de uma “limpeza étnica”, segundo a ONU e os Estados Unidos.

As críticas ao Papa por não mencionar explicitamente os rohingyas teve uma resposta por parte de seu porta-voz, Greg Burke. Segundo ele, o Papa não perdeu sua autoridade moral ao mostrar cautela diplomática.

“Não se pode esperar que as pessoas resolvam problemas impossíveis”, acrescentou.

Nessa viagem inédita a um país de maioria budista, o sumo pontífice pediu unidade, afirmando que não é mais possível “permanecermos isolados uns dos outros”.

“Como podemos fazer? As palavras do Buda oferecem a cada um de nós um guia: ‘Elimine o ódio com a ausência de ódio'”, citou Francisco, nesse encontro com Sangha, a mais alta instância budista do país.

Missa

Em uma missa campal realizada antes da reunião com Sangha, o papa recomendou “o perdão” aos cerca de 150 mil fiéis católicos que compareceram para vê-lo e ouvi-lo. Diante da multidão, o papa disse que é hora de perdoar, “ainda que muitos carreguem as feridas da violência, sejam elas visíveis, ou invisíveis”. (Fonte: DN)

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